Portugal foi o quarto país da Zona Euro que registou um maior crescimento das exportações no período de Janeiro e Abril de 2012, com uma taxa de crescimento de 9%, de acordo com o relatório do Eurostat.
As exportações incluiram a venda de bens portugueses para dentro da União Europeia e para fora desta região.
Quanto às importações portuguesas no mesmo período, a taxa de crescimento das mesmas foi negativa em 5% face ao período homólogo.
Na Zona Euro, destacaram-se também a Lituânia, com um crescimento das exportações de 14%, a Grécia, que registou uma taxa de crescimento das exportações de 13%, e a Eslováquia, com um crescimento de 10%.
Na semana passada foi divulgado o dado das exportações portuguesas em Maio, o qual revelou que as vendas de bens portugueses para países fora da União Europeia representaram 30% do total das exportações portuguesas, um dos valores mais elevados de sempre.
As exportações portuguesas têm apresentado um ritmo de crescimento satisfatório em 2012. Portugal está a vender ao exterior mais automóveis, sobretudo para a China, barras de ferro e caldeiras.
Segundo os dados divulgados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística, as exportações de mercadorias no mês de Maio totalizaram 4,012 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 8,4% em termos homólogos e de 13,3% contra Abril.
Portugal deverá registar um superavit das balanças corrente e de capital em 2013, mas já este ano o excedente na balança de bens e serviços será positivo. Se estes valores se confirmarem, será a primeira vez desde 1943 que Portugal regista um superavit.
No entanto, o superavit irá dever-se não só ao aumento das exportações mas também a uma diminuição das importações, o que alerta para uma diminuição do consumo interno.
O Banco de Portugal espera que, este ano, o saldo entre compras e vendas de mercados e serviços ao exterior permita financiar a economia portuguesa em 0,4% do PIB, um valor que subirá para 2,5% em 2013. Este contributo explica que no próximo ano, o saldo externo global chegue também a terreno positivo, um facto que nunca ocorreu nos últimos 69 anos. A balança corrente e de capital registará um excedente de 0,8% do PIB.
Fonte: Jornal de Negócios






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