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Agregador de notícias e conteúdos sobre a internacionalização de empresas portuguesas.

EDP Renováveis garante financiamento para projectos eólicos na Roménia

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A EDP Renováveis (EDPR) fechou um contrato de 'project finance' com um consórcio de bancos liderado pelo Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento ("BERD") para dois parques eólicos na Roménia, com um total de 57 megawatts (MW).

A dívida de longo prazo contratada totaliza 50 milhões de euros, sendo expectável que o encaixe desta operação ocorra durante as próximas semanas.

Esta transacção, para os parques eólicos de Vutcani (24 MW) e Sarichioi (33 MW), já em operação, representa o terceiro 'project finance' executado pela empresa na Roménia.

A empresa liderada por Manso Neto passa assim a ter a totalidade dos 285 MW de capacidade instalada naquele país em regime de 'project finance', ascendendo o encaixe global a 238 milhões milhões de euros.

Segundo comunicado divulgado ao mercado de capitais, "esta operação financeira demonstra a capacidade de execução da EDPR no desenvolvimento de projectos de elevada qualidade e no desenho de estruturas financeiras capazes de corresponder às exigências dos rigorosos critérios de investimento de parceiros com elevado enfoque no desenvolvimento de projectos de energia renovável".

Fonte: Económico 

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A EDP irá construir dois parques eólicos na Roménia, no valor de 50 milhões de euros

Efacec vence rede de carregamentos de carros eléctricos na Noruega

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Grupo ganha 20 milhões com “Estrada do Ártico” e quer reforçar posição na Europa do Norte.

A Efacec foi seleccionada para instalar uma rede de carregadores rápidos de veículos eléctricos na Noruega, fortalecendo assim a internacionalização desta área de negócio iniciada com a criação do Mobi.E. O projecto "Estrada do Ártico" prevê a criação de 250 postos de abastecimento, com três carregadores rápidos cada, o que equivale a uma encomenda da ordem dos 20 milhões de euros, revela o director da área de transportes do grupo português, Pedro Silva. A rede deverá ficar concluída em 2015.

A electromecânica está apostada em ganhar a Europa, em especial os mercados nórdicos e a Alemanha. A parceria que acabou de formalizar com a sueca Garo, empresa líder de mercado nos postos lentos e que actua na Finlândia, Noruega e Irlanda, além do seu mercado doméstico, foi mais um passo nessa estratégia. O acordo prevê que a Garo comercialize em exclusivo os produtos Efacec de mobilidade eléctrica nesses países. Como salienta Pedro Silva, o Norte da Europa apresenta forte potencial para o desenvolvimento deste negócio e esta parceria responde à necessidade da proximidade: "Sentimos que em alguns mercados sem presença local é mais difícil", afirmou. 
A Efacec irá reforçar a sua presença na Europa do Norte de modo a responder à necessidade de proximidade

Fonte: Económico

Logoplaste: nova fábrica nos EUA inicia produção em junho

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


A nova fábrica da Logoplaste nos EUA, perto do Kansas, a quinta do grupo naquele país, vai arrancar com produção em junho do próximo ano, disse à Lusa o presidente, Filipe de Botton.

O investimento desta nova unidade, que irá produzir as embalagens Downy (o nome do detergente Fairy no mercado norte-americano) da Procter & Gamble, é de 31,5 milhões de dólares (24,3 milhões de euros, à taxa de câmbio atual), adiantou o responsável.

A Logoplaste conta com incentivos de cerca de 1,5 milhões de dólares (cerca de 1,1 milhões de euros) em créditos fiscais e de 90 mil dólares (cerca de 70 mil euros) por cada posto de trabalho criado, estimando-se a criação de 80 empregos.

Filipe de Botton sublinhou que a Downy «é o produto principal da Procter & Gamble nos Estados Unidos».

«Embora seja a nossa quinta fábrica nos Estados Unidos, é a décima na NAFTA», região que inclui Canadá, EUA e México, disse.

O gestor lembrou que há cinco anos a Logoplaste não tinha nenhum investimento nesta região.

«Passámos do nada para 10 fábricas, mais de 380 pessoas a trabalhar e 120 milhões de dólares de volume de faturação [cerca de 93 milhões de euros] desde 2007».

Em 2014, a Logoplaste estima para estas fábricas uma faturação de 140 milhões de dólares (108 milhões de euros), com um peso de 20% em relação ao negócio total do grupo que produz embalagens.

Questionado sobre se o grupo teve dificuldade em entrar no mercado norte-americano, Filipe de Botton disse que este «é mais aberto do que o europeu».

No México, a Logoplaste abriu há cerca de 10 dias uma nova unidade com a multinacional L'Oreal, que tem «um potencial para dobrar nos próximos quatro anos» e resulta de um investimento de 22 milhões de dólares (17 milhões de euros). O grupo tem outra unidade no mesmo país, onde produz para a Henkel. A aposta no mercado mexicano «demonstra o peso do México como destino de reindustrialização de produtos» para abastecer o continente americano.

A Logoplaste está presente em 18 países, entre os quais o Reino Unido, França, Espanha, Malásia ou Vietname, e conta atualmente com 62 fábricas.

Faturação deve crescer 8,5% este ano

A empresa espera este ano um crescimento de 8,5% na faturação, para 480 milhões de euros, depois de um aumento de 34% no ano passado. Para 2013, a subida esperada pelo presidente é de 20%

Atualmente, o peso dos negócios internacionais no grupo é de 90%.

Este peso não significa «que Portugal tenha decrescido, o negócio internacional é que foi crescendo», explicou o presidente da Logoplaste. Aliás, o único ano com «um decréscimo em Portugal é em 2012», um reflexo da crise que afeta o país.

Em 2014, a Logoplaste estima para estas fábricas uma faturação de 140 milhões de dólares.



Fonte: Agência Financeira

Teixeira Duarte factura mais de 70% fora de Portugal

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Nos primeiros nove meses de 2012, a construtora facturou quase 700 milhões de euros nos mercados externos.

A Teixeira Duarte conseguiu facturar 71,2% do seu volume de negócios nos primeiros nove meses deste ano fora de Portugal. Neste período, a construtora liderada por Pedro Maria Teixeira Duarte registou uma facturação de cerca de 980 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 7% face ao período homólogo de 2011.

Em termos gerais, o volume de negócios da Teixeira Duarte em Portugal registou um decréscimo de 23,6%, enquanto os mercados externos subiram 27,7%. Desta forma, o mercado interno já vale apenas cerca de 40% do total da facturação da construtora.
Angola já vale quase tanto nas contas da Teixeira Duarte. Nos primeiros nove meses deste ano, a construtora facturou cerca de 487,5 milhões de euros em Angola, um mercado que já representou 37,7% do volume de negócios no período em análise.

O volume de negócios da Teixeira Duarte desceu 6,1% face a Setembro de 2011, destacando-se o acentuar da quebra no mercado interno, que no final deste período foi de 44,4%. No mercado angolano, este indicador fixou-se em 36,1%, desconsiderando o efeito da valorização do dólar, com o qual esse valor teria registado uma subida efectiva de 24,5%.

A empresa portuguesa facturou perto de 700 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2012


Fonte: Económico


(Vídeo) Produtor do Dão exporta 60% da produção para Brasil, Suíça, Bélgica e Noruega

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Portugal está a exportar cada vez mais vinho. Este ano, o volume enviado para o estrangeiro aumentou 10%. Na região do Dão, por exemplo, muitos produtores encontraram no mercado internacional uma tábua de salvação.

 
Fonte: Sic Notícias

Moviflor reforça internacionalização com loja em Moçambique


A Moviflor, marca portuguesa de mobiliário e decoração para a casa, inaugura amanhã a primeira loja em Maputo, Moçambique.

A empresa revela, em comunicado, que investiu 12 milhões de euros na loja moçambicana que contará com 60 colaboradores.

De acordo com a directora-geral da empresa, Teresa Albuquerque, "a inauguração da primeira loja Moviflor em Moçambique é muito importante para nós, na medida em que nos permite alargar o horizonte do nosso negócio e, ao mesmo tempo, participar na sustentabilidade do negócio dos parceiros que trabalham connosco". A mesma responsável lembra que "este é um momento estratégico para a Moviflor e para os seus parceiros e fornecedores que, através da nossa marca, têm a possibilidade de aumentar as suas exportações e iniciar actividade em novos mercados".

A entrada da Moviflor no continente africano ocorreu em 2008, altura em que abriu a primeira loja em Luanda, Angola. A empresa admite que para 2013 está prevista a abertura de mais três lojas no mercado angolano: uma no Lobito e mais duas na capital, Luanda.

A Moviflor, que emprega 1.200 colaboradores, assume que 55% dos fornecedores são portugueses - o que representa cerca de três mil postos de trabalho indirectos - que, com a internacionalização da marca, alargam também a sua operação a novos mercados.


Moviflor, marca portuguesa de mobiliário e decoração, investe em Moçambique
Fonte: Económico

Melhor vinho à venda nos EUA é português

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O vinho Vega Douro tinto de 2009, produzido pela DFJ Vinhos, empresa com sede no Cartaxo, foi considerado pela revista norte-americana Wine Enthusiast o melhor do ano 2012 na relação preço/qualidade.


Em comunicado, a DFJ realça o facto de ser a primeira vez que um vinho português surge no topo da lista dos 100 melhores vinhos à venda nos Estados Unidos.

Em 2012 os especialistas da Wine Enthusiast, que baseiam a classificação na relação preço/qualidade, provaram 17.000 vinhos, dando a designação "Best Buy" (melhor compra) a 1.134 (6,%).

"Dessa lista seleccionaram os 100 melhores, e o melhor de todos foi o Vega Douro tinto 2009, da DFJ Vinhos", refere a nota.

Sublinhando que desde há cinco anos a empresa tem tido sempre vinhos seus na lista dos 100 melhores, a DFJ refere que este ano ganhou 29 "Best Buys" nesta revista, depois de em 2011 o Grand'Arte Alvarinho 2010 ter ficado em nono lugar, tendo sido o primeiro vinho branco português no "Top 10".

A Wine Enthusiast tem em conta, na sua classificação, não só a relação entre pontuação e preço, mas também a disponibilidade nos Estados Unidos e o reconhecimento no mercado, considerando ainda o equilíbrio global da lista, que procura incluir uma "gama ampla de estilos e origens", com variedades para "todos os gostos e preferências".

Vega Douro tinto de 2009 foi eleito pela revista Wine Enthusiast do melhor de 2012 em termos de preço/qualidade


O enólogo e administrador da DFJ Vinhos, José Neiva Correia, declarou-se "orgulhoso por mais uma vez ver reconhecido" o seu trabalho, agora com "um dos troféus mais importantes no mundo do vinho".

Criada em 1998, a DFJ Vinhos é uma companhia exclusivamente portuguesa, que controla 400 hectares de vinhas em quintas maioritariamente nas regiões vitivinícolas de Lisboa, Tejo, Douro, Terras do Sado e Alentejo, orientando a sua produção para a exportação.

Produzindo anualmente uma média de seis milhões de garrafas, a empresa exporta 95 por cento da sua produção e tem vindo a conquistar vários prémios nacionais e internacionais, como o troféu Red Wine of The Year, por duas vezes, em Londres, e, já em 2012, o prémio de melhor companhia portuguesa de vinhos do ano nos Estados Unidos, no New York International Wine Competition.

Fonte: Económico

Potencialidades de negócio na Rússia

segunda-feira, 26 de novembro de 2012



Com mais de 140 milhões de consumidores e vastos recursos naturais e matérias-primas, onde se destacam o petróleo e o gás natural, a Rússia acaba de aderir à Organização Mundial do Comércio (OMC), abrindo assim a sua economia aos restantes países membros. Para Portugal e para as empresas portuguesas, a adesão à OMC poderá alargar o leque de oportunidades de negócio naquele mercado.


Oportunidades para as empresas portuguesas


Com mais de 140 milhões de consumidores, em que 10 a 15 por cento da população têm um grande poder de compra, uma classe média com grande propensão para o consumo, e sendo o mercado russo considerado, para breve, o maior mercado de consumo da Europa, Portugal dispõe aqui de oportunidades em vários sectores da oferta nacional, potenciando o aumento das exportações nacionais.
Referimos, de seguida, os principais sectores que consideramos de oportunidade para as empresas portuguesas que queiram apostar no mercado russo.


Produtos Alimentares; Produtos Farmacêuticos; Confecção e Têxteis-lar; Calçado e Mobiliário:


Mercado muito concorrencial e de grande absorção de bens alimentares, prevendo-se um aumento das importações em 40 por cento. Os produtos portugueses têm vantagens em termos de qualidade/preço.
Os produtos farmacêuticos ocupam o 4º lugar nas importações russas, os produtos estrangeiros dominam o mercado com dois terços do consumo interno (os maiores exportadores são a Alemanha, França e Suíça).
Com o aumento do poder de compra, o cliente russo torna-se cada vez mais exigente na sua escolha, incidindo a procura sobre a qualidade e o design.
As empresas devem aproveitar os canais de distribuição existentes, promover os produtos nas revistas da especialidade e participar em feiras do sector.

Máquinas e Equipamentos; Veículos e outro Material de Transporte; Moldes; Produtos Tecnologicamente Inovadores:


O crescente aumento das importações de equipamentos quer mecânicos (maior importação russa) quer eléctricos (3ª maior importação), enquadram-se na política de desenvolvimento do país e no investimento em novas indústrias ou na modernização de fábricas.
Os moldes apresentam grandes oportunidades, sendo os maiores fornecedores do país a Alemanha, Coreia do Sul e Itália, enquanto Portugal ocupa o 7º lugar.

Telecomunicações; Tecnologias de Informação e Sector Energético:


Previsão de um forte crescimento no sector das tecnologias de informação, que rondará os 35 por cento.
A estratégia de penetração no mercado deve passar pela identificação de potenciais parceiros e pela participação conjunta em projectos locais.
O sector energético é um dos sectores prioritários de desenvolvimento e de aposta do governo russo.

Construção e obras públicas; projectos e materiais de construção:


A ter em atenção a organização do Campeonato do Mundo de Futebol 2018, que implica a modernização e construção de novas infra-estruturas.
A Rússia acolherá pela primeira vez na sua história um Mundial de Futebol, planeando despender cerca de 15 mil milhões de euros na preparação, organização e realização deste evento. Serão onze as cidades que acolherão o Mundial’2018: Moscovo, que contará com dois estádios (Lujniki e Spartak), S. Petersburgo, Ekaterinburgo, Kalininegrado, Kazan, Nijni Novgorod, Rostov-na-Donu, Samara, Saransk, Sotchi e Volgogrado.
A fileira HoReCa, o turismo e o investimento imobiliário são áreas onde igualmente as empresas portuguesas poderão encontrar oportunidades de negócio na Rússia.
Recorde-se que as principais cidades russas são Moscovo e S. Petersburgo, que juntas representam aproximadamente 20 milhões de consumidores com rendimentos superiores à média na Rússia, oferecendo boas infra-estruturas, boas acessibilidades internas e externas, e destacando-se por serem os pólos mais atractivos para a actividade económica.
Moscovo é ainda o centro de decisões políticas e económicas e acolhe as feiras mais importantes da Federação Russa.
São, no entanto, de referir outras cidades que pela sua dimensão (com mais de um milhão de habitantes) poderão vir a ser alvos potenciais para a realização de actividades de promoção das empresas portuguesas e respectivos produtos e serviços, nomeadamente: Ekaterinburgo (1.350.000 hab.), Nizhny Novgorod (1.250.000 hab.), Samara (1.170.000 hab.), Omsk 1.160.000 hab.), Kazan (1.145.000 hab.), Chelyabinsk (1.130.000 hab.), Rostov-na-Donu (1.100.000 hab.), Ufa (1.070.000 hab.) e Volgogrado (1.025.000 hab.).
O Centro de Negócios da AICEP em Moscovo disponibiliza às empresas portuguesas que apostem no mercado russo informação económica e estatística, informação sectorial e sobre oportunidades de negócio, identificação de potenciais importadores, informação sobre feiras e salões internacionais e apoio na sua participação, informação sobre os aspectos regulamentares mais importantes, apoio na organização de visitas de empresas portuguesas ao mercado e marcação de reuniões, e apoio às missões empresariais e mostras de produtos.

Vista do Kremlin (fonte: http://temavercomigo.com/tag/dicas-de-moscow/)

Ambiente de negócio na Rússia


Dificuldades no acesso ao mercado russo


  • Língua.
  • Concorrência crescente dos parceiros estrangeiros tradicionais.
  • Falta de informação qualificada sobre os parceiros locais.
  • Acesso à informação sectorial.
  • Falta de transparência e grande burocracia (processos na administração pública, obtenção de certificações, dispersão de competências entre diferentes serviços, etc.).
  • Interpretação da legislação local (enquadramentos regulamentares e normativos).
  • Compreensão do funcionamento de algumas entidades ligadas ao comércio externo (Alfândega, por exemplo).
  • Desalfandegamento de mercadorias e amostras.



Facilidades de entrada na Rússia


A Rússia dispõe de uma vasta rede de infra-estruturas (rodoviária e ferroviária). A utilização da maioria das estradas é gratuita. No que respeita ao transporte ferroviário, as ligações entre Moscovo e as maiores cidades do país são frequentes, sobretudo com S. Petersburgo. Em Dezembro de 2009 foi inaugurada a ligação de alta velocidade entre Moscovo e S. Petersburgo (700 quilómetros de percurso, em 3h45).
Devido às grandes distâncias a percorrer, o avião continua a ser o meio de transporte mais comum. Nos últimos anos, apareceram numerosas companhias locais que fazem as ligações internas. A região de Moscovo é servida por cinco aeroportos, dos quais três são aeroportos internacionais com ligações diárias para quase todas as capitais europeias, incluindo Lisboa através da TAP, com cinco voos semanais.

Conselhos às empresas


  • A abordagem ao mercado deve ser feita, preferencialmente, em língua russa. É igualmente possível comunicar em inglês; no entanto, não sendo uma língua correntemente utilizada poderão surgir dificuldades no processo da comunicação. Outros idiomas como o alemão, francês, espanhol, são pouco falados. Nas reuniões, é aconselhável fazer-se acompanhar de um intérprete de português - russo.
  • Procure marcar as suas reuniões com algum tempo de antecedência (mínimo: um mês).
  • É muito importante estar bem preparado para as reuniões relativamente ao produto, preços, condições de pagamento, quantidades e prazos de entrega, sendo sempre preferível apresentar toda a documentação em russo. Obtenção prévia de informação sobre o sector.
  • Apostar na qualidade e design dos produtos destinados à população com grande poder de compra.
  • Participação ou visita a feiras: numa grande metrópole como Moscovo é aconselhável como primeiro contacto com o mercado e para dar visibilidade aos seus produtos.
  • Presença assídua no mercado: o contacto pessoal é incontornável na “cultura de negócios” russa.
  • Convite a importadores para visitar Portugal como forma de apresentação dos seus produtos e da empresa.
  • Procurar parcerias locais para dar solidez à oferta, reunindo o maior conhecimento possível sobre o parceiro em causa e sobre o papel estratégico do parceiro (conhecedor do sector, experiência de importação, acesso a rede de distribuição e meios logísticos necessários, rede de contactos como alfândegas, institucionais e administrativos).
  • Clarificar todos os termos dos contratos incluindo condições seguras de pagamento para evitar disputas posteriores.

Fonte: Maria José Rézio em Portugal Global Outubro 2012

Exterior já vale 62% das vendas da Mota-Engil

quinta-feira, 22 de novembro de 2012


O lucro da Mota-Engil aumentou 15% para 25 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.
O grupo Mota-Engil divulgou os resultados dos primeiros nove meses do ano, nos quais o mercado externo representa 62% do total do volume de negócios de 1.687 milhões de euros. Em 2011 o peso do exterior rondava os 51%.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o grupo liderado por Jorge Coelho revela que o volume de negócios cresceu 8,4% "devido à boa performance verificada nos mercados externos, com um crescimento de cerca de 31% e dos negócios da área de ambiente e serviços".
De acordo com a com a construtora, a carteira de encomendas internacional tem vindo a reforçar o peso, com destaque para o crescimento registado nas empresas que detém na região da América Latina.

Até Setembro o EBITDA situou-se nos 217,1 milhões de euros (+8,8%), suportado sobretudo no crescimento do mercado africano e nos segmentos de tratamento e distribuição de água, logística e manutenção em Portugal.
A diminuição do volume de negócios no segmento de engenharia e construção e na área de tratamento e recolha de resíduos penalizou a actividade em Portugal, cujo volume de negócios decresceu 11,6% para 676 milhões de euros.
Na sessão de hoje as acções da Mota-Engil desceram 0,29% para 1,36 euros.
Fonte: Económico
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Exterior já vale 62% das vendas da Mota-Engil.

Corticeira Amorim factura 500 milhões este ano

terça-feira, 20 de novembro de 2012


Pela primeira vez, a Corticeira Amorim ultrapassará 500 milhões de euros de facturação. A Alemanha é o terceiro mercado internacional da empresa.

A Corticeira Amorim vai atingir este ano uma receita de 500 milhões de euros, revelou o presidente do grupo António Amorim, durante o encontro empresarial luso-alemão, em Lisboa.

"A Corticeira Amorim vai em 2012 ultrapassar pela primeira vez os 500 milhões de euros de facturação”, indicou António Amorim, notando que nos últimos dois anos o grupo acumulou um crescimento de 19%. 

António Amorim realçou que a inovação e melhoria da qualidade dos produtos têm sido determinantes para o crescimento do grupo fora de Portugal.

Responsável por 70 milhões de euros de vendas, a Alemanha é o terceiro mercado internacional da Corticeira Amorim. "Começámos a ganhar quota de mercado a partir de 2010, porque melhorámos a qualidade, porque os alemães têm preocupações ambientais e porque houve uma mudança nas percepções e, hoje, dois terços dos alemães preferem vinhos com rolhas de cortiça", explicou o empresário.

António Amorim assinalou, ainda, que recentemente a Corticeira Amorim conseguiu um contrato com a Siemens da Alemanha e da Áustria para instalar pavimentos de cortiça nas carruagens de metros de superfície. Esse foi um dos exemplos dados pelo mesmo responsável para mostrar que ao nível da inovação "a cortiça fez o trabalho de casa". António Amorim apontou, ainda, que agora "o grande desafio para sector é ter sucesso com novas aplicações para a cortiça".

Fonte: AICEP

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A Corticeira Amorim prepara-se para ultrapassar os 500 milhões de euros de facturação

Exportações para o Peru aumentam 69,5% para 20 milhões

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As exportações de bens portugueses para o Peru totalizaram 19,6 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 69,5% do que em igual período de 2011, de acordo com dados do INE.

No mesmo período, as importações caíram 25% para 18,4 milhões de euros, o que representa um saldo positivo (diferença entre exportações e importações) favorável a Portugal de 1,2 milhões de euros.


Fonte: Agência Financeira

Vaga de seis missões empresariais chega a Moçambique até Dezembro

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Grupos da construção, calçado, têxtil, agro-alimentar e engenharia procuram novos negócios.

Grupos como a Dielmar, Kyaia ou Pedreira estão de malas feitas para Moçambique. Nas próximas quatro semanas, mais de 50 empresas portuguesas preparam-se para viajar para o país da África Austral à procura de oportunidades de negócio. São empresas dos mais variados sectores de actividade, desde a construção, calçado, têxtil, engenharia ou agro-alimentar, divididas por seis missões empresariais.
O crescimento económico que Moçambique tem registado nos últimos anos, e o potencial que a descoberta de recursos naturais como o gás lhe veio conferir, tornou-o um mercado bastante atractivo. "Moçambique está entre os dez países do mundo que mais cresceram na última década [7,9%], prevendo-se que continue a ser uma das economias com maiores índices de crescimento a nível global", explica Francisco Balsemão, presidente da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários), organismo que tem desde segunda-feira uma comitiva em Maputo.
Os empresários da missão da ANJE vão participar em vários "encontros institucionais com entidades locais, com o objectivo de abrir portas aos empresários portugueses e fornecer informações diversas sobre o mercado", adianta fonte da associação. 
Fonte: Económico

Central de Cervejas reforça peso das exportações para 23%

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Angola ainda é o principal mercado internacional. Em Portugal, a empresa comprou a distribuidora Sodicel.
Numa altura em que o consumo de cerveja em Portugal caiu 10%, a Sociedade Central de Cervejas (SCC) - que detém a marca Sagres - reforçou as vendas internacionais. O director de comunicação e relações institucionais da SCC, Nuno Pinto de Magalhães, revela ao Diário Económico que nas vendas globais de cerveja, acumuladas ao passado mês de Outubro, "a exportação significa cerca de 23% do volume global". Em 2011, o mercado internacional representou quase 20% do volume global das vendas da SCC. 
Nuno Pinto Magalhães salienta que "Angola continua a ser o principal destino com mais de 50% do volume das exportações" da cervejeira agora presidida pelo holandês Ronald den Elzen.
Até Outubro, a SCC exportou mais de 60 milhões de litros e "certamente que até ao final do ano este volume crescerá pois esta altura é o pico de vendas Angola, pese embora todos os prejuízos que temos sofrido com a greve dos portos em Portugal", sublinha. 

As exportações representam 23% no volume global da SCC
Fonte: Económico

Efacec ganha obra de 20 milhões na Noruega

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


A empresa acabou de garantir a execução de um contrato avaliado em mais de 20 milhões de euros.
A Efacec acabou de garantir a execução da solução de telecomunicações e sistemas da terceira fase do Metro Ligeiro de Bergen, na Noruega, um contrato avaliado em mais de 20 milhões de euros. 
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Efacec é o maior Grupo Eléctrico Português
A Efacec já assinou o contrato com a Bybanen Utbygging, a empresa responsável pela gestão e construção do metro de Bergen. O grupo electromecânico português, que vai realizar o projecto em dois anos, irá efectuar o projecto de detalhe, instalação, integração, comissionamento e manutenção da nova linha 3, numa extensão de sete quilómetros entre a rede existente e o aeroporto internacional de Bergen.
Segundo avança a Efacec em comunicado, a obra irá desenvolver-se "sem interrupção do serviço comercial". O grupo português fez já uma obra semelhante no Metro Ligeiro de Dublin, na Irlanda.
Fonte: Económico

Macau e Hong Kong provam Vinho do Porto

terça-feira, 13 de novembro de 2012


Se até Setembro de 2012, as vendas de vinho do Porto para a China duplicaram, (passaram de cerca de 20 mil litros vendidos de Janeiro a Setembro de 2011 para mais de 36 mil) é certo que o Sul do país ainda não é, de todo, consumidor assíduo desta bebida.

Neste contexto, conjugando o posicionamento económico privilegiado da China com a evolução cultural e tecnológica das suas duas cidades mais desenvolvidas, Macau e Hong Kong, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) avança, com várias acções concertadas de promoção, procurando chegar a públicos destacados: jornalistas, empresários e lideres de opinião, na Wine & Spirits Fair de Hong Kong (de 8 a 10 de Novembro) e profissionais do sector com almoços de degustação e seminários educacionais, em Macau, de 10 a 13.

As acções de promoção de vinho do Porto em território chinês são, para o IVDP, fundamentais para criar imagem deste produto numa economia em franca expansão.

vinho-do-portoDe acordo com o presidente do IVDP, Manuel de Novaes Cabral, “o sul da China, nomeadamente Hong Kong e Macau, é um território que conhece o Vinho do Porto, mas que temos consciência que é necessário desenvolvê-lo e mostrar-lhe as oportunidades de consumo. Sobretudo num período em que a visibilidade do produto é essencial para o crescimento da sua quota de mercado”.

Integrada na estratégia de expansão do vinho do Porto a missão educacional à China visa, sobretudo, criar uma relação forte com a imprensa, líderes de opinião e agentes económicos e locais.

As sessões informativas e pedagógicas e acções com a imprensa respondem à estratégia traçada pelo Instituto de criar uma imagem forte e apelativa no mercado chinês. Ao mesmo tempo, as sessões de degustação e seminários educativos com profissionais do sector têm como fim último diversificar os mercados importadores de vinho do Porto.

Fonte: AICEP

Do Douro para o Mundo Inteiro


A nova colheita de Tons de Duorum Tinto 2011 chegou ao mercado para proporcionar aos consumidores uma experiência vínica diferente a um preço surpreendente.

Um vinho genuinamente duriense, que reflecte o terroir do Douro Superior e nos remete para os socalcos daquela terra encantada.

As uvas que estão na sua origem são colhidas manualmente num ritual que se repete ano após ano, numa das vindimas mais tradicionais de Portugal.

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Aliando o melhor da tradição à modernidade e como consequência natural da conduta ambiental da Duorum Vinhos S.A., a empresa tem uma política de desenvolvimento rural sustentável e uma política para a biodiversidade tendo aderido, no presente ano, à rede internacional de iniciativa europeia Business& Biodiversity.

O vinho Tons de Duorum Tinto 2011 é produzido com Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz, estagiando em barricas de carvalho francês e americano durante 6 meses. Apresenta uma cor vermelha viva, com aroma a morango e framboesa resultando num final fresco e elegante.


Fonte: AICEP

Sonae já tem luz verde para abrir hipers em Angola

terça-feira, 2 de outubro de 2012


O grupo vai actualizar o plano de negócios para avançar com o investimento de 79,6 milhões de euros no país.
O grupo Sonae assinou ontem com a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP) o contrato de investimento em Angola que vai ditar a abertura de, pelo menos, cinco hipermercados da marca Continente no mercado angolano. "Foi dado mais um passo no projecto de Angola. Agora iremos actualizar o plano de negócios de forma a prosseguir com o projecto já anunciado ao mercado", confirma fonte oficial do grupo liderado por Paulo de Azevedo ao Diário Económico.
A assinatura do contrato com a ANIP surge mais de um ano depois de o grupo Sonae ter fechado uma ‘joint-venture' com a Condis, da empresária angolana Isabel dos Santos, na qual detém uma participação de 49%.
O grupo português vai investir 79,6 milhões de euros (cerca de 102,9 milhões de dólares) naquele país. A Sonae quer que as primeiras lojas estejam a funcionar já no próximo ano. No final da cerimónia de assinatura do contrato, o representante da Sonae, Vasco Rites, citado pela Lusa, revelou que o projecto prevê a abertura de cinco grandes superfícies.
Recentemente, Paulo de Azevedo avançou ao Diário Económico que o objectivo de entrar no retalho alimentar em Angola era estratégico.
No mercado angolano, a Sonae pretende ainda avançar com a formação de colaboradores e futuros gestores de lojas. O projecto aprovado pelo governo angolano e pela Agência Nacional de Investimento Privado confirma a existência de uma escola especializada no retalho. A marca do universo Sonae MC tem ainda autorização do governo de José Eduardo dos Santos para comercializar alimentos na província de Huambo, o que deixa em aberto a eventual expansão do Continente no mercado.
Ramo alimentar dá primeiro passo no exterior
Este é o primeiro investimento internacional da Sonae no segmento alimentar. Até agora, apenas o retalho não alimentar contava com presença no mercado internacional, com destaque para a Sonae Sierra, a marca de vestuário infantil Zippy, a WeDo Technologies e a MDS, na área de corretagem de seguros. Estas quatro empresas já realizam mais de 50% do volume de vendas fora de Portugal.
No final de 2011, as receitas internacionais representaram 10% do total das receitas" da Sonae, sendo que no primeiro semestre voltou a crescer em torno dos 10%.
A ANIP assinou outros quatro contratos nos sectores da construção, indústria e comércio, que vão criar mais de 2.200 postos de trabalho. A presidente da entidade angolana, Maria Luísa Abrantes, garantiu que as empresas que assinaram contrato entrarão em funcionamento ainda antes do final do ano.
Fonte: Económico

Martifer irá entrar no mercado fotovoltaico do Japão

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


A Martifer Solar, uma das áreas estratégicas do grupo juntamente com as construções metálicas, irá criar uma empresa em parceria no Japão, de modo a contrariar o abrandamento desta área de negócio na Europa. 
A aposta no Japão assinala uma medida estratégica, do ponto de vista em que o país apresenta, hoje em dia, melhores condições no regulamento do sector fotovoltaico; desde a desactivação das centrais nucleares, Tóquio tem vindo a apostar com força nos mercados de energias renováveis, tais como o fotovoltaico, oferecendo tarifas de produção eléctrica atractivas.
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A empresa aposta agora na entrada no mercado fotovoltaico do Japão.

A entrada no mercado japonês será feita através de uma joint venture, plano que envolve a associação a um parceiro local. Devido ao mercado tradicional estar a amadurecer (ainda representa cerca de 70% da facturação da empresa), e com o corte nos apoios ao fotovoltaico, a empresa procura agora alternativas de crescimento.  Uma das apostas ganhas da Martifer Solar são os EUA, onde começou na Califórnia, e hoje está presente em mais 9 estados. 

Primeiro ‘resort’ residencial do grupo Tivoli no Brasil

terça-feira, 11 de setembro de 2012


O Tivoli Ecoresidences Praia do Forte marca a entrada do grupo português no segmento dos condomínios de luxo.
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Primeiro condomínio de luxo do grupo Tivoli
Passados dois anos desde o surgimento deste projecto, o Tivoli Hotels & Resorts entrega o seu primeiro condomínio de luxo este mês, fruto de um investimento de 72 milhões de reais (cerca de 30 milhões de euros).
Trata-se de um passo importante no grupo português que até agora apenas estava presente na área da hotelaria.
O grupo escolheu o Brasil devido ao enquadramento natural e também devido ao terreno disponível perto do Ecoresort Praia do Forte, na Bahia.
O Tivoli Ecoresidences Praia do Forte possui 42 casas, que já serão entregues prontas.
Segundo o director de operações do grupo, João Eça Pinheiro, a escolha de vender propriedades foi por facilidade, porque "não queríamos fazer apenas um projecto e sim entregar uma obra de arte".

O seu escritório em qualquer parte do mundo

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

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Projeto inovador que visa a criação de escritórios em qualquer parte do mundo

Um portátil, um smartphone e uma ligação “razoável” à internet – é quanto basta para os colaboradores da Stamina, uma micro-agência de comunicação especializada em web, design e developing, montarem um escritório… em qualquer parte do mundo. É assim o Stamina Workout.
Com uma estrutura “muito leve”, desde o início que a Stamina se propôs questionar “o paradigma do trabalho, dos horários e das rotinas que se instalam de forma invisível, mas reconhecida”. O Stamina Workout foi a resposta a esta reflexão. O nome, explica Miguel Stamina, fundador da agência, remete para o universo dos ginásios mas na sua génese está apenas “o simples significado de trabalhar fora”.
Como é que funciona? A Stamina dá total liberdade aos seus colaboradores para escolherem um destino no mundo que, segundo eles, reúna as condições ideais para desenvolverem o projeto que têm em mãos. A agência paga a viagem e pode comparticipar a estadia. 
Já foram realizados três workouts. A estreia aconteceu com o novo site da própria agência – “feito do zero, com tempo para pensar, esquiçar e testar”, comenta Miguel Stamina, explicando o porquê do recurso a este método de trabalho: “Sendo o site da própria agência, arriscava-se a ser eternamente adiado porque a rotina de escritório faz as coisas parecerem mais pesadas, os prazos mais curtos e os clientes mais desesperados. A distância relativiza a urgência”. Uma semana no Alentejo foi o suficiente e no regresso a Lisboa o  estava pronto.
Macau e o Japão acolheram o mais recente workout: um colaborador da Stamina tinha em mãos dois projetos de vinhos para exportação na Ásia, tendo optado por estar perto do destino do produto, familiarizando-se com os códigos locais. Neste escritório improvisado foram concebidos, para o primeiro projeto, quatro rótulos e uma brochura promocional para os vinhos, e, para o segundo, duas identidades corporativas.
Segundo Miguel Stamina, “o cliente agradece e não paga mais por isso”. Itália vai acolher o próximo workout.

Fonte: Briefing

Zippy aumenta presença no Cáucaso

segunda-feira, 27 de agosto de 2012


A Sonae pretende aumentar a sua presença na região do Cáucaso nos próximos quatros anos, através da sua marca de vestuário infantil Zippy. 

Geórgia, Arménia e Azerbeijão são os mercados onde a Zippy irá estar presente.

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Zippy irá abrir uma loja, ainda este ano, no Azerbeijão
O plano de expansão consiste na abertura de cinco lojas da insígnia. Segundo um comunicado do grupo Sonae, a primeira unidade será inaugurada, ainda este ano, no Azerbeijão. 

A entrada será feita através de uma estratégia de "capital light". Pela aposta nesta estratégia, a Sonae SR consegue um crescimento rápido sem ser necessário um grande nível de investimento. Por isso, o grupo alargou o acordo de franchising que já existia para a região do Médio Oriente com o grupo Fawaz Alhokair.

Segundo Miguel Mota Freitas, presidente executivo da Sonae SR, esta expansão integra a estratégia de internacionalização da Sonae. Assim, o grupo "aproveita as marcas distintivas desenvolvidas pelo grupo em Portugal e que apresentam vantagens competitivas noutros mercados face aos concorrentes já instalados".

Com esta aposta na região do Cáucaso, a Sonae pretende beneficiar da exposição a mercados em desenvolvimento com maiores indicadores de crescimento económico, de modo a reforçar as receitas internacionais do grupo.

Fonte: Marketeer

Delta pretender aumentar a presença fora do País

terça-feira, 21 de agosto de 2012


Um dos próximos passos estratégicos da marca é a abertura de uma segunda loja Delta Q em São Paulo, Brasil.
Uma das estratégias base definidas pela Delta Cafés é atingir o estatuto de marca internacional. Segundo o administrador do grupo, Rui Miguel Nabeiro, "a internacionalização está, definitivamente, na agenda diária da nossa empresa". 
Nos próximos dez anos, a marca pretende duplicar os mais de 40 países onde o grupo se encontra e tornar-se numa marca internacional. O gestor afirma que as estratégias estão delineadas e os mercados conhecidos, para que seja possível garantir a presença da Delta no mundo inteiro.
O resultado desta estratégia é visível no facto de o mercado externo corresponder a cerca de 22% no total das vendas da Delta. Os mercados que têm mais peso neste resultado são a Espanha, Angola e França.

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Delta Q, a nova aposta da Delta Cafés

O império dos hotéis de luxo de Pestana

sexta-feira, 17 de agosto de 2012


O primeiro hotel foi financiado com o lucro de uma loja de bebidas em Joanesburgo. Hoje o grupo Pestana abre mais de um hotel por ano.
A simples suspeita de que alguém no seu grupo esteja a gastar mais dinheiro do que o necessário deixa Dionísio Pestana inquieto. Por isso, no dia em que um director lhe entregou o orçamento para a remodelação de uma suite de hotel que envolvia mais de 20 metros de cortinado, o executivo não pediu uma revisão das contas: foi ele próprio ao quarto tirar as medidas. Concluiu que havia metros a mais no orçamento e mandou rectificá-lo. Não foi a primeira vez que se envolveu nestas questões e até já prescindiu da fita métrica, usando as suas próprias passadas para medir o que queria.
Nenhum colaborador estranha este envolvimento de Dionísio Pestana. O gestor gosta de circular pelos corredores dos hotéis de luxo, de acompanhar obras, de testar os serviços sem pré-aviso ou de dar um toque pessoal na organização. Muitos detalhes dos hotéis do grupo nascem de sugestões do próprio gestor, que se inspira em tudo o que vê noutros locais, desde os candeeiros aos tapetes, tomando notas e fotografando tudo o que o cativa. O empresário chegou a criar uma pasta, a que deu o nome de "novas ideias", na qual guarda toda essa informação na expectativa de um dia as poder usar.
Esta disciplina e rigor marcam a gestão de Dionísio Pestana e ajudam a explicar como chegou a líder do maior grupo turístico português e um dos mais reputados a nível internacional. Com presença em três continentes, o grupo Pestana gere 83 unidades - entre hotéis, pousadas e outros modelos de exploração -, oferecendo perto de dez mil quartos distribuídos por três continentes. Portugal e Brasil são as operações mais relevantes, mas a América Latina começa a ganhar peso na operação internacional. Depois de Argentina e Venezuela, o grupo abriu portas na Colômbia, e prepara agora três novas aberturas - Miami (EUA), Luanda (Angola) e Casablanca (Marrocos) - entre outros projectos em estudo, como o Chile.
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O Grupo Pestana abre mais de um hotel por ano.

Lições de gestão ao balcão
Dionísio Pestana começou a apurar o perfil de gestor quando ainda estava longe de saber que seria esse o seu destino. Aconteceu quando ainda dividia o tempo entre as brincadeiras de criança e o trabalho com o pai numa loja de bebidas em Joanesburgo, na África do Sul. Foi aí, a observar as negociações com os fornecedores, que aprendeu duas regras-chave da gestão: primeiro, saber esperar pela oportunidade certa; segundo, saber que para conseguir o melhor preço numa compra é preciso estar disposto a esticar uma negociação até ao limite.
As lições ao balcão, onde servia clientes, conferia facturas e verificava ‘stocks', revelaram-se preciosas quando, já aos 24 anos, saído de fresco do curso de gestão e sem falar português, aterrou sozinho na Madeira para tentar salvar o investimento hoteleiro do seu pai - um agricultor de Ribeira Brava que emigrou para Joanesburgo em busca de fortuna e a encontrou primeiro na venda de bebidas alcóolicas, depois no investimento em bolsa e, mais tarde, nos hotéis que ergueu em Moçambique e no Funchal. Começou aí a aventura do grupo Pestana.
O primeiro investimento foi em Lourenço Marques, onde Manuel Pestana construiu o Prédio Funchal (nacionalizado e depois, ao fim de 20 anos, recuperado pela família como Pestana Rovuma), num quarteirão semelhante ao Ritz em Lisboa. Seguiu-se o Funchal, onde ergueu um novo hotel para concorrer com o Reids, o Savoy e o Hilton. Contratou um arquitecto, um economista, fechou um contrato com a cadeia Sheraton e investiu 300 mil contos (o equivalente a 1,5 milhões de euros, entre capitais próprios, crédito da banca e do fundo de turismo com um empréstimo) para erguer 300 quartos sobre o Atlântico. Corria o ano de 1972.
Do Funchal para o Rio de Janeiro
Quatro anos depois, Dionísio Pestana aterrava no aeroporto de Santa Catarina para salvar o Sheraton no Funchal da falência. Quando chegou ao hotel, em vez de hóspedes encontrou caos e funcionários em revolta: a comissão de trabalhadores já expulsara o director e tentava correr com a cadeia Sheraton da ilha. A banca portuguesa, nacionalizada, concedia crédito de olhos fechados, não vendo a sombra do malparado a crescer. 
O cenário era negro, mas foi a partir dele que Dionísio ergueu o mais poderoso grupo hoteleiro nacional. Instalou-se no hotel - onde escrevia cartas aos amigos a contar que ganhava 20 contos por mês, mas vivia num hotel de cinco estrelas - e passava os dias entre o 18º andar e o seu gabinete, alguns pisos abaixo. Uma rotina que só mudou ao fim de 12 anos, quando o casamento o levou a trocar o hotel por uma casa e o elevador por um carro.
Para recuperar o hotel no Funchal, Dionísio foi a Bruxelas reunir com o grupo Sheraton. Renegociou os ‘fees' (em vez de pagar 5% das receitas e 15% dos lucros, sugeriu entregar 20% dos lucros), reviu os contratos com os bancos e negociou ainda a gestão directa do hotel. Em 1980, o hotel voltou a respirar.
Ainda na década de 80, duplicou a oferta de quartos, apostou no ‘time sharing' e gerou liquidez para investir e crescer. Comprou o hotel mais vistoso da Madeira, o Casino Park Hotel, fechou o negócio com a madeirense ITI por 1,4 milhões de contos (mais tarde vendeu 25% por 1,2 milhões) e virou-se para os mercados internacionais.
A entrada no Brasil deu-se em 1999, quando gastou quatro milhões na compra do cinco estrelas Rio Atlântica, em Copacabana, ao empresário Roberto Marinho. Em três anos, a marca Pestana espalhou-se e chegou a seis hotéis - hoje são nove e a operação brasileira já vale 20% dos resultados do grupo.
Cauteloso, não deixa que a dívida valha mais de 30% dos activos, e tenciona manter a mesma prudência em todos os mercados onde está presente. Dionísio Pestana, hoje com 60 anos, só não coloca limites à ambição. A meta de abrir um hotel por ano há muito que foi superada e agora sonha ver a sua marca em todas capitais da Europa e da América do Sul. Um caminho que começou há 40 anos.

 
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